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Radio Popper - primeiras impressões
20 Jan 2009 às 11:01 am

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Olá pessoal. Como prometido, este é um post sobre o Radio Popper.

A principal característica deste rádio, que me chamou atenção logo que foi lançado é sua proposta inovadora. Transmitir via rádio o sinal TTL entre os Flashs Master e Slave (Mestre e Escravo) é uma grande sacada.

Antes vamos ver um pouco sobre como funciona o sistema Master/Slave e sua diferença entre os rádios comuns.

O sistema de rádio convencional transmite o sinal de disparo do flash. Existem inúmeros sistemas de rádios, alguns simples e baratos, outros bem sofisticados, de longo alcance e confiáveis, como o Pocket Wizard, muito utilizado nos EUA.

Vantagem:
- Simplicidade de uso.

Desvantagens:
- Necessidade do flash Escravo ter conexão elétrica para o disparo, com conector PC ou sapatas adaptadoras,

- Controle da carga (intensidade do disparo) do flash escravo manual. É necessário fotometrar antes ou fazer vários testes até encontrar a carga ideal para determinada situação.

O SB-800 da Nikon é há muito tempo o mais utilizado pelos americanos para esta finalidade pois tem um conector PC e o controle de carga. Na Canon apenas o 580EXII vem com o conector PC.

No sistema Master/Slave tanto Canon como Nikon a comunicação entre os flashs é via infravermelho (como nos controles remotos de TV), onde o flash Mestre (instalado na câmera) envia sinal ao Escravo, controlando não só seu disparo, mas também a intensidade da carga. Esta intensidade é controlada via TTL (Thru The Lens), ou seja, a câmera controla a intensidade da carga automaticamente baseado na fotometria, inclusive a do flash Escravo. Além disso também é possivel disparar o Escravo em altas velocidades de sincronismo bem acima da velocidade normal de sincronismo da câmera que geralmente é por volta de 1/200 segs.

Vantagens:
- Controle da intensidade do Escravo via TTL, se preocupando mais com a composição e com o momento e menos com ajustes de carga.
- Uso do Hi-Sync (alta velocidade de sincronismo)
- Controle via flash Mestre das intensidades entre os flash Escravos, inclusive podendo trabalhar em modo manual de carga.

Desvantagem:
O sistema de disparo remoto via luz tem fatores limitantes, como o alcance e o contato visual entre Mestre e Escravo, ou seja, se tiver alguma barreira entre os dois, a comunicação não existe. Além disso, o uso durante o dia, a incidência da luz do sol no receptor do Escravo impede a comunicação.

Para sorte nossa foi lançado o Radio Popper, uma sacada inteligente, que transmite via rádio o sinal infravermelho e no receptor o sinal de radio é transformado em luz novamente.

A instalação do transmissor e do receptor é muito simples e não requer nenhuma conexão elétrica.

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O transmissor é colocado sobre o flash Mestre com velcro (o velcro acompanha os rádios. No inicio fiquei preocupado, mas o velcro segura bem.

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No Flash Escravo a fixação é também com velcro e existe uma fibra ótica que deve ser fixada com fita sobre o receptor ótico do flash.

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Notem o adaptador articulado que uso para fixar o flash no tripé. Ele tem um encaixe para sombrinhas que dá uma boa luz de estúdio móvel.

Vamos para a prática:

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Vejam a abertura do diafragma e a velocidade de disparo. Porque um diafragma tão aberto? Em uma foto destas, fecharíamos o diafragma para fazer uma exposição correta. Porém, quanto mais fechado o diafragma, mais potência será necessário no flash e como estamos contra o sol, será preciso muita potência. Nosso flash teria carga suficiente para poucos disparos e o tempo de regarga sobe muito. A idéia é trabalhar com o diafragma mais aberto para otimizar o uso da luz do flash. Para compensar a exposição com o diafragma aberto, aumentamos a velocidade e colocamos o flash em Hi-Sync (sincronismo em alta velocidade). Como estamos trabalhando em TTL, a fotometria foi simples: coloquei a câmera em modo Av (prioridade abertura), apontei para o céu, fotometrei e fechei 1 1/3 pontos. Dai foi só fotografar.

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Making of da foto anterior: Veja acima a posição do flash Escravo. Ele está atrás de mim, à esquerda e contra o sol. A comunicação ótica seria impossível. O Escravo foi instalado em um monopé usando o “pézinho” de plástico que vem com o flash e tem uma rosca na parte inferior. Da pra ver também um battery pack da Canon para dar reforço na alimentação.

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Nas fotos acima mais uma cena com o flash contra o sol e o making of.

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Na foto acima eu quis aproveitar a textura da nuvem e desfocar o máximo possível o fundo. O casal está na sombra e a luz sobre eles é do flash Escravo. A fotometria é como no caso anterior, fotometria pelo céu, e fechei 1 1/3 pontos.

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Nas duas fotos anteriores o flash Escravo foi usado como luz de preenchimento.

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Esta foto foi feita à noite na frente de um restaurante no bairro Santa Felicidade (Curitiba) onde foi o casamento. Fotometria simples, feita na cena de fundo.

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Uma foto experimental: o flash foi colocado no chão, logo à frente da banda.

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Esta foto foi legal e bem fácil de fazer: o flash foi colocado no chão, embaixo da mesa dos noivos, no “pézinho” que acompanha o flash e apontado para cima. Fiz a fotometria pelo ambiente e compensei o flash um ponto acima. O disparo do flash da câmera (Mestre) estava desligado. foi usado apenas para disparar o Escravo.

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Na dança dos noivos, todas as luzes bem equilibradas: fundo, luz da filmagem (tom quente) à esquerda e luz do flash Escravo à direita, colocado num tripé. Aqui também disparo do flash da câmera (Mestre) estava desligado. Foi usado apenas para disparar o Escravo. Como é bom trabalhar com TTL! Com certeza não daria pra ficar regulando potência do Escravo manualmente.

Ainda com o Radio Popper é possivel utilizar os flashs Escravos em modo manual. No sistema da Canon (e imagino que da Nikon também) é possivel colocar o flash Mestre em modo manual e controlar as cargas independentemente de até 3 flash Escravos, trabalhando em grupos A, B e C. Com isso temos a possibilidade de fazer um trabalho de luz extremamente elaborado, controlando todas as cargas de cada um dos Escravos no flash Mestre, basta instalar em cada um dos Escravos um receptor Rádio Popper e configurar em cada um deles a que grupo pertencem.

Adorei o sistema e indico a todos!

Para saber mais, visitem o site do Radio Popper >>> www.radiopopper.com

A propósito, não existe para vender na BH e eles não enviam para o Brasil. Quem estiver interessado, pode me mandar um email (fotografo@andersonmiranda.com.br) que eu indico o meu fornecedor :-)

Aula de Composição
29 Apr 2008 às 06:04 pm
Aula de Composição

Muito bem colocado, de forma sintética, vale a pena dar uma olhada neste post do Leandro Nunes sobre composição >>> http://leandronunesfoto.wordpress.com/2008/04/29/aula-de-composicao

Alguns Links Interessantes
05 Mar 2008 às 12:03 am

Olá, meu nome é Fabiano e conheci o Anderson Miranda a algum tempo atrás em um casamento que ele fotografou na minha cidade. Foi a primeira vez que vi alguém fotografar realmente de forma fotojornalística. Ainda hoje acredito não haver ninguém que se aventure por este caminho na minha cidade. É claro que como amante da fotografia, para mim foi uma experiência pra lá de interessante vê-lo fotografar.

Infelizmente, sou um fotógrafo mais na teoria do que na prática, portanto, qualquer ajuda que eu possa dar aqui será mais relacionada à técnica do que relações cliente-fotógrafo ou modelo-fotógrafo etc.

Gostaria de colaborar com alguns links que podem ou não servir de inspiração para quem é fotógrafo. Eu passo grande parte do meu tempo livre na frente do computador procurando assuntos relacionados à fotografia, e posso dizer que existem alguns “lugares” que eu visito praticamente todos os dias quando estou na internet.

Existem técnicas e formas de aprimorar a sua maneira de fotografar e eu gosto muito do resultado de fotografar com flash fora da câmera, e uma das maiores fontes de informação que tenho observado quando o assunto é flash off-camera é este site: http://strobist.blogspot.com/. Começando pelo link Lighting 101, ele é extremamente informativo e é uma grande fonte de links de fotógrafos muito bons, indo desde Chase Jarvis, David X. Tejada até Joe Mcnally. O mais interessante destes fotógrafos é o fato de postares vídeos no youtube mostrando a forma como trabalham. Isto pode parecer pouco, mas é uma inestimável fonte de informação para quem está começando ou está interessado em aprimorar seu trabalho.

Sem dúvida existe muita informação na internet, e quando se passa muito tempo pesquisando, parece que nada é novo, todos os assuntos se repetem, no entanto, olhando o trabalho destes fotógrafos acima mencionados (basicamente são fotojornalistas ou trabalham com publicidade) você com certeza vai encontrar aquele “algo mais” que tanto se procura.

Para fotógrafos de casamento, recomendo uma olhada nos sites (particularmente nos blogs) de Jessica Claire, Jasmine Star, Becker, e para aqueles que se interessam em filmagens de casamento, muito legal o que faz o pessoal do Elysium Productions. Acho muito interessantes as fotos de vestido, buquê, bolo etc destes fotógrafos. Eles são conhecidos entre si e têm uma forma parecida de fotografar, mas ao meu ver têm muita coisa boa pra mostrar.

Procure sempre pelos links dentro destes blogs que você vai ter muita foto pra ver  - e assista aos vídeos do The [B] School (do Becker). Informação e “figurinhas” nunca são demais.

Espero que alguém tire algum proveito de algum destes sites. Abraços

Técnicas: Fotometria com Flash
23 Aug 2007 às 12:08 pm

A fotometria quando se trabalha com flash é algo simples de se fazer, quando se conhece como a câmera fotográfica se comporta.

As câmeras digitais SRL, assim como nas analógicas da nova geração usam flash com tecnologia TTL. O que significa isso?

TTL - Thru the Lens (através da lente), ou seja, a câmera, juntamente com o flash, dimensiona a quantidade de luz (carga) será necessária para fazer a foto no instante em que o botão de disparo é acionado. Vemos apenas um disparo do flash, mas na verdade são dois, muito rápidos. O primeiro disparo, com um carga pequena, serve pra medir o quanto de luz será necessário para iluminar bem a cena, medição esta feita pelo fotômetro da câmera - através da lente! O segundo disparo é o definitivo, já com a carga dimensionada. Com isto se ganha na vida útil das baterias do flash.

O flash vai se comportar dessa forma em todas as situações, não importando se a câmera está em modo “P” (”automático”) ou M (manual).

Assim como o fotômetro da câmera imagina que a cena fotografada é cinza e tende a deixar tudo em tons médios, com o flash não é diferente. Ao ser feito o pré-flash, a câmera imagina que o assunto, ou cena está em tom médio, e vai fazer a foto sair assim.

Não muito raro uma foto sair subexposta ou “estourada”, devido a fotometria errada do flash. Em uma foto de casamento, por exemplo, temos a noiva de branco, e o noivo geralmente de preto ou outra cor bem escura. Quando fotografamos o noivo sem se preocupar com a fotometria, no pré-flash a câmera é informada que a cena é escura e tenta “clarear” mais, jogando uma carga maior de luz. Resultado: o terno sai cinza! e o rosto “estourado”. Com a noiva não é diferente, só que o oposto: o vestido sai subexposto, cinza.

Mas eu tenho que fotometrar pra usar corretamente o flash? Como contornar isto?

Existem duas formas:

1 - Compensando a intensidade do flash, na câmera ou no próprio flash, aumentando 1 ponto se o assunto é claro (vestido de noiva) ou reduzindo 1 ponto se o assunto é escuro (terno preto); ou

2 - “Enganando” o flash: geralmente o tom de pele é um tom próximo ao cinza médio. Então usa-se a pele para fotometrar. Aponte a câmera para o rosto da noiva (com o zoom da objetiva, por exemplo), pressione o botão de Exposure Lock (EL, ou * nas Canons). Com isto a câmera emite o pré-flash e faz e medição. Agora faça o enquadramento correto e dispare!

Simples e funciona!

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